Little Children – Crianças em formato Adulto
Todd Field. Diz-vos alguma coisa? Já viram o filme Eyes Wide Shut, a última obra do genialíssimo realizador Stanley Kubrick? Se sim, são capazes de se lembrar do misterioso pianista que o doutor William ‘Bill’ Harford, interpretado por Tom Cruise (que ultimamente tem andado um bocado… digamos… lunático) conhece num clube nocturno. Quem deu vida ao pianista foi Todd Field. Confesso que não fiquei muito impressionado com o desempenho dele.
Depois vi o excelente drama familiar In the Bedroom, que varrou bastantes prémios e normeações logo no início deste século (entre os quais 5 Oscar). Aqui sim, fiquei impressionado. De tal forma que mal soube que Todd ia participar num projecto com o potencial de Little Children, fui a correr vê-lo no cinema.

Little Children não é uma obra-prima mas é certamente o melhor filme que vi até agora neste ano. A história junta pedofilia, infidelidade, Desperate Housewives, famílias disfuncionais. É um filme sobre pessoas. Pode parecer pouco aliciante mas é sem dúvida um filme que nos faz lembrar o que somos, como vemos e tratamos os outros. É um desencantado, pouco original mas forte olhar sobre como (não) estar vivo. Destaco obviamente os diálogos, os actores (mais uma vez muito bem dirigidos por Todd Field) e alguns pormenores da fotografia e montagem.
Foi nomeado para 3 Oscar, embora me pareça que não vai ganhar nem um.
Recomendado.
PDF com nomeações dos Oscars (Cerimónia de Entrega: 25 de Fevereiro).
This entry was posted by critico on Saturday, February 17th, 2007 at 3:50 pm and is filed under Cinema. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.
17/02/07 at 20:36
posso dizer que esse é do tipo de filmes que nunca irei ver de livre e espontânea vontade…só mesmo se me drogarem ou se a intenção de ir ao cinema não seja ver o filme ;)
17/02/07 at 21:58
Claro. Eu respeito as diferenças. Penso que o cinema (tal como tudo na vida) dá-te mais prazer quando te surpreende pela positiva, em vez de te cingires sempre pelo previsível, que normalmente embora seguro é um bocado chato. :) E depois, há sempre o problema do preço dos bilhetes e quem não nada em dinheiro tem que ser selectivo.
Abraço.
28/02/07 at 22:01
marcado na secção “filmes a ver” da agenda (: