300 – Comentário breve

300 era um dos filmes mais ansiados do ano corrente. Não é o melhor filme que vi este ano mas foi um dos que mais me emocionou e um dos que mais apreciei ver, ouvir e cheirar (sim, neste filme a testosterona fica impregnada na pele do espectador) até ao momento. O trailer prometia muito, o filme oferece ainda mais. Não representa a “morte do cinema”, expressão utilizada com alguma frequência pelos críticos de cinema mais puristas. Já no lançamento de Sin City foi mote de fervorosa discussão. Representa uma nova maneira de fazer Cinema no género “adaptações de comics”.
O Cinema, como qualquer é arte, é sinal dos tempos que se vivem. Hoje mais do que nunca Hollywood aposta em adaptações de comics, preferencialmente da autoria de autores consagrados, como Alan Moore e Frank Miller. Contudo o que Robert Rodriguez, Frank Miller e Quentin Tarantino fizeram em Sin City, filme que marcou o ponto de viragem, foi imbuir o Cinema nos comics e não o contrário. Sin City, com todos os defeitos e virtudes, é um filme singular pela beleza plástica que ostenta, pela violência estilizada que cultiva e pelo perfeccionismo levado ao limite dos limites no que diz respeito à fidelidade ao material fonte. Todas estas características são evidentes em 300 e são com certeza o que fazem dele o grande “neo-épico” dos últimos anos.
Relizado por Zack Snyder (para quem não sabe director de um dos mais aclamados remakes do género “filmes de Zombies”, Dawn of the Dead) e sob vigília permanente de Frank Miller, 300 é um filme brutal e inovador. É brutal nos planos, nos movimentos de câmara, nos sons, nas imagens (nota para a poesia manifestada na dança de sangue que ocasionalmente trás à mente rosas vermelhas). É inovador por manipular o digital na tela como se de tinta se tratasse. Não interessa o rigor histórico, não interessa dar três dimensões às personagens. O que importa é passar o espírito, a alma e força do comic de Miller. Comparando com Sin City, o auto deslumbramento não afectou 300 ao ponto de se esquecer como equilibrar a balança com a narrativa num prato e o criatividade artística no outro.
300 é um filme que não pode almejar horizontes longínquos (na qualidade da escrita, por exemplo) por ter uma ligação tão forte com o comic de Miller. Soma pontos no elenco acima da média, onde se destaca por razões óbvias o escocês Gerard Butler, que dá vida ao rei Leonidas, nos virtuosismos tecnológicos e artísticos, na música, no humor(!), na fotografia e na produção (importante na divulgação entre as massas) e algumas frases, que embora não particularmente brilhantes entram facilmente no ouvido.
Mais do que um filme, 300 é uma experiência para ser vivida numa sala de cinema perto si!
The world will know that free men stood against a tyrant, that few stood against many, and before this battle was over, that even a God-King can bleed.
This entry was posted by critico on Tuesday, April 10th, 2007 at 11:38 pm and is filed under Cinema. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.
11/04/07 at 13:24
Monumento Leonidas
Monumento em honra do rei espartano onde se pode ler:
Epitaph of Simonides
Local de enterro dos espartanos de Termópolis, que é também a colina onde os últimos dos espartanos morreram e onde se encontra o epitáfio de Simonides.
Epitaph of Simonides(Frank Miller version):
Este filme tem uma série de expressões brilhantes uma vez que são muito simples mas que no entanto expressam uma determinada ideia e que ficam rapidamente no ouvido. É deste tipo de frases que a maior parte das pessoas se vai lembrar no futuro e por isso considero-as brilhantes :P
11/04/07 at 13:32
ps: no preview do comment apareciam as imagensque pus no comentário anterior(do monumento do leonidas e do local onde está escrito o epitáfio de simonides) mas pelos vistos o comentário final aparece sem imagens…
…Pensei que dava para ser estiloso mas bem me lixei!!…vidas!!!
:D
11/04/07 at 17:45
Rooney:
1º Essas frases que tu falas que entram no ouvido não sao autoria do criador da DB nem do realizador do filme. São frases mitológicas, que dizem que foram ditas por Leonidas naquela altura.
2º imagens nos comments… pwned como eu! Mas noutro post!